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Converter o lote ou iniciar um ciclo novo?

Uma pergunta que chega com frequência ao suporte, o que se ganha e o que se perde com cada resposta, e o que vem depois: o produto guardado, as produções que se juntam e o lote que dá dois produtos.

Colhemos ontem. Tenho que converter o lote ou basta iniciar um ciclo de secagem?

A pergunta chega ao suporte quase com essas palavras, e quase sempre no dia seguinte a uma colheita. É uma boa pergunta, porque as duas respostas são corretas e a plataforma aceita qualquer uma. O que muda é o que se vai poder contar depois, quando alguém pedir o relatório desse lote.

A resposta curta é esta: um ciclo muda onde o lote está e em que etapa; uma conversão muda o que ele é. Se o que foi colhido vai continuar sendo contado como antes, basta um ciclo. Se a partir de agora se vai pesar, guardar e vender outra coisa, convém converter. O resto da nota é a resposta longa.

Um ciclo novo: o mesmo lote, outra etapa

Próximo ciclo fecha o cultivo e abre «Secagem» na sala de secagem, no mesmo momento e sobre o mesmo lote. É o mais simples que existe: nada é criado, o nome não muda, não é preciso cadastrar uma variedade nova. A história ambiental fica completa e contínua, e tudo vive em uma única ficha.

O que não muda é a unidade. O lote era de 120 plantas e continua sendo de 120 plantas. Os quilos que saem da colheita, e os que se perdem na secagem, não têm onde viver como inventário: ficam em uma planilha à parte, ou na memória de quem pesou.

O ciclo é a ferramenta certa quando o que muda é o lugar ou o cuidado, e não o material. Uma quarentena é um ciclo na sua própria sala; mover um lote para outra sala é fechar um ciclo e abrir outro. E se partes de um mesmo lote precisam de cuidados diferentes, Dividir as separa em lotes novos, cada um com seu próprio ciclo na sua própria sala.

Uma conversão: outro lote, outra unidade

Converter cria um lote novo de outra variedade, com sua própria quantidade e sua própria unidade, e arquiva o de plantas fechando seu ciclo. A condição é que a variedade seja diferente, então o colhido tem que existir no catálogo como variedade própria: «V-12» para as plantas, «V-12 · colheita» para o que sai delas. Ao converter se informa o peso da colheita como quantidade do lote novo, e no mesmo formulário se abre seu ciclo de secagem.

A conversão na colheita: o lote de plantas é arquivado com seu cultivo, e o colhido nasce em quilos, com seu próprio ciclo de secagem. Valores ilustrativos.
Ciclo novoConversão
Ganha-seSimplicidade: um só lote, uma só ficha, nada para cadastrarInventário na unidade que se pesa e se vende, e a perda como dado
Perde-seO peso: o lote continua contando plantasSimplicidade: um lote a mais na árvore e uma variedade a mais no catálogo
A históriaContínua, no mesmo lotePartida em dois lotes, ligados pela genealogia
O lote de plantasContinua ativoFica arquivado, com sua história intacta

Partir a história em dois lotes parece uma perda, mas não é: o lote colhido guarda o vínculo com o de plantas, e seu relatório inclui a genealogia. A partir do produto se chega ao cultivo, à sala e a cada tarefa feita antes de colher.

O que se perde ao secar, como dado

Aqui está a razão mais forte para converter. Com o lote em quilos, ao terminar a secagem pesa-se de novo e a diferença é lançada como um descarte com o motivo «Secagem». O descarte baixa a quantidade atual e deixa a inicial como estava, então o inventário do lote conta a história completa em três linhas.

Inventário de L-202610#001Quantidade
Inicial, na colheita84 kg
Descarte · Secagem−63 kg
Atual21 kg

Uma perda que antes era uma conta em uma planilha passa a estar no lote, ao lado do ambiente da sala de secagem. Comparar duas secagens deixa de ser comparar dois números soltos: é comparar dois descartes com sua temperatura e sua umidade ao lado. E se um descarte foi lançado errado, os proprietários da organização podem revertê-lo.

O produto guardado

Terminada a secagem, o lote colhido é estoque. Há duas maneiras de mantê-lo guardado, escolhidas conforme o quanto importa o lugar onde ele está.

  • Sem ciclo. A secagem é finalizada e o lote fica Inativo, que no Growcast significa exatamente isso: sem ciclo aberto e disponível como estoque. É o mais leve. Os descartes continuam podendo ser registrados; as demais tarefas, não, porque precisam de um ciclo.
  • Com um ciclo de armazenagem. Se o depósito tem sensores e suas condições importam, Próximo ciclo abre «Armazenagem» nessa sala. O lote fica Ativo, o ambiente do depósito fica na sua história e é possível registrar tarefas enquanto está guardado.

Quando sai uma parte do estoque, Extrair a separa em um lote próprio e o resto continua no depósito com menos quantidade. A genealogia guarda de que lote saiu cada parte.

Juntar produções

Três colheitas da mesma variedade, secadas separadamente, costumam terminar no mesmo depósito. Mesclar combina dois ou mais lotes da mesma unidade em um novo, com a soma de suas quantidades, e arquiva os originais. Unir faz o mesmo sem criar um lote: o lote de estoque que já existe absorve os novos.

Três secagens mescladas em um só lote de estoque, sem ciclo e Inativo. Cada origem conserva sua sala, sua secagem e sua perda. Valores ilustrativos.

Mesclar tem um custo que convém saber de antemão: a partir desse momento o estoque é um só, e um quilo já não se distingue de outro. O que não se perde é a origem. A genealogia do lote de estoque guarda os três lotes de onde saiu, e cada um conserva sua sala, sua secagem e sua perda. Se a pergunta de amanhã vai ser «de qual colheita saiu esta partida», convém mesclar tarde, ou não mesclar.

Um lote, dois produtos

Há processos em que uma mesma produção dá dois produtos diferentes. Na maturação de queijos isso acontece no fim de cada lote: a maioria das peças sai inteira para a venda, e as que ficaram fora de forma ou com defeitos de casca vão para ralar, o que se vende por quilo.

Não há uma operação que tire duas variedades de um lote em um só passo, e a forma de registrar deixa isso claro. Extrair separa as peças que vão para ralar em um lote próprio, e o lote principal continua na sua câmara com menos peças. Depois, Converter passa esse lote para a variedade «Semiduro · ralado», em quilos. Se todo o lote é classificado de uma vez, o primeiro passo é Dividir em vez de Extrair: o lote original é arquivado e cada parte segue seu caminho.

Um lote de queijos e seu subproduto: as peças para ralar são extraídas e convertidas em quilos; o lote continua maturando com o resto. Valores ilustrativos.

A mesma ideia serve para qualquer setor onde uma produção é classificada: separar primeiro, converter depois o que mudou de forma. A árvore mostra os dois ramos, e cada produto chega à sua origem.

Regras que não mudam

  • Uma operação fica registrada na sua data: não pode ser futura nem anterior à criação dos lotes de origem.
  • Um lote arquivado não é operado. Para voltar a operá-lo, primeiro é desarquivado.
  • Uma operação concluída não é excluída: é parte da história dos dois lotes.
  • Dividir, Converter e Mesclar arquivam seus lotes de origem; Clonar, Extrair e Unir os deixam vivos.

Fechamento

Voltando à pergunta do começo: se depois da colheita se vão contar plantas, basta um ciclo. Se se vão contar quilos, converter. As duas respostas deixam uma história completa; a diferença é quais perguntas essa história vai poder responder.

  • Ciclo quando muda o lugar ou a etapa; conversão quando muda o material.
  • A perda, como descarte com seu motivo, sobre o lote que está na unidade certa.
  • O estoque, Inativo ou com um ciclo de armazenagem, conforme o quanto importa o depósito.
  • Mesclar junta o estoque e guarda as origens; separar e converter dá dois produtos com uma mesma origem.

A pergunta não é o que a plataforma permite, mas o que se vai querer saber daqui a seis meses.

Ver a plataforma

A partir do manual do usuário da plataforma Growcast. Os valores das figuras são ilustrativos.

CONTATO

Vamos falar da sua operação.

Existe algum processo importante que hoje é resolvido "no olho", sem dados? Cada implementação começa entendendo a operação.